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Capítulo 3 · Os esquemas

Os ciclos humanos, ampliados

Os esquemas comentados do capítulo 3 de Corpo, Ciclos e Consciência — para ler na tela ou imprimir em grande formato.

O livro remete a esta página. Aqui você encontra, ampliados e comentados, todos os esquemas do capítulo sobre os ciclos: as cinco fases, os três sinais, os cinco setups. As mesmas convenções de leitura, as mesmas cores do início ao fim.

Dica: Ctrl/Cmd + P imprime cada figura em grande formato, uma por página — fundos transparentes, sem o menu.

Convenções de leitura

Como ler estes esquemas

As convenções de leituraUm pequeno gráfico: um eixo vertical graduado de −100 embaixo a +100 no topo, uma linha horizontal pontilhada no zero e uma série de pontos ligados por uma curva que sobe suavemente. Um ponto está destacado e legendado como “um dia”.+1000−100um dia
  • Eixo vertical, de −100 a +100

    Cada esquema mede um único estado interior numa escala única: −100 (fundo, sobrevivência) a +100 (pico, plena potência).

  • A linha pontilhada = 0 = estado neutro

    O zero não é bom nem mau: é a linha de flutuação, o estado neutro em torno do qual tudo oscila.

  • Um ponto = um dia registrado

    Cada ponto é um dia registrado. A curva liga os seus registros: é a forma, não o valor de um único dia, que carrega a informação.

As 5 fases

As cinco fases do ciclo interior

Um ciclo completo, em ordem. A compressão é o ponto de virada: pode resolver-se para cima (rompimento) ou para baixo (correção).

O ciclo interior, fase por faseUma curva que percorre cinco faixas coloridas, da esquerda para a direita. No range, oscila fracamente em torno de +10 sem direção. Na compressão, a amplitude aperta-se até um ponto de estrangulamento em torno de +11. Daí, duas saídas: um ramo contínuo sobe (rompimento) até cerca de +90 (tendência), antes de refluir para +20 (correção); um ramo pontilhado, ao contrário, desce até −60, a resolução de baixa da compressão.+100+500−50−100RangeCompressãoRompimentoTendênciaCorreçãoRompimento ↑Correção ↓bifurcação

Bifurcação. Ao sair da compressão, o ramo contínuo sobe (rompimento); o ramo pontilhado mostra a saída inversa, para baixo. Enquanto a compressão não se resolve, a direção permanece em aberto.

Range

consolidação
O que se sente
A calmaria, às vezes o tédio. A energia oscila sem direção, numa faixa estreita.
O erro clássico
Forçar um movimento, agitar-se para que “algo aconteça”.
A prática
Observar, assentar as bases, poupar a energia. Não se colhe no range.

Compressão

aperto
O que se sente
Uma tensão que sobe, a amplitude aperta-se dia após dia. Algo se prepara.
O erro clássico
Confundir o silêncio com a morte do ciclo e desistir logo antes do movimento.
A prática
Ficar pronto sem apostar na direção. A compressão sempre precede a expansão.

Rompimento

breakout
O que se sente
O impulso, enfim. Uma direção clara se impõe, a energia se libera de uma vez.
O erro clássico
Duvidar do rompimento e perder o trem — ou saltar em cada partida falsa.
A prática
Confirmar a saída da compressão e então engajar. É a hora de agir.

Tendência

flow
O que se sente
A corrente te leva. Tudo se encadeia, o esforço rende, os pullbacks ficam leves.
O erro clássico
Achar-se invencível, exagerar, esquecer que toda tendência acaba se esgotando.
A prática
Seguir o movimento, deixar correr, ajustar sem quebrar o impulso.

Correção

retração
O que se sente
O refluxo. A energia desce, o cansaço volta. Não é um fracasso — é a respiração do ciclo.
O erro clássico
Viver a correção como uma recaída e pôr tudo em questão.
A prática
Reduzir as velas, consolidar o conquistado, preparar o próximo range.
Os 3 sinais

Três sinais a identificar

Três formas que anunciam uma mudança antes de ela chegar.

Divergência

A energia sobe, mas o sentido se solta. As duas curvas se afastam: o combustível está lá, a direção se perde.

energiasentido
DivergênciaDuas curvas que divergem: uma (a energia) sobe de forma constante de baixo para cima; a outra (o sentido) desce em pontilhado. O afastamento entre elas cresce dia a dia.+1000−100

Compressão de volatilidade

A amplitude aperta-se dia após dia. As oscilações se estreitam em torno do zero: o ciclo prende a respiração.

Compressão de volatilidadeUma oscilação cuja amplitude diminui a cada dia, partindo de largas oscilações para convergir a uma linha quase plana perto do zero.+1000−100

Reversão

A curva volta a subir: −70, depois −50, depois −30, depois 0. Ao cruzar o zero, o estado vira de negativo a positivo.

ReversãoUma curva que sobe desde o fundo — cerca de −70, −50, −30 — em degraus, e cruza a linha zero, onde um ponto cheio marca o ponto de inversão.+1000−100inversão
Os 5 setups

Cinco configurações típicas

Cinco formas recorrentes — a reconhecer para não cair na armadilha.

Falso rompimento

Um salto nítido, sem compressão prévia. Sem mola acumulada: a curva recai à sua base em 24 a 48 h.

Falso rompimentoUma curva estável na sua base, depois um pico brusco para cima sem aperto prévio, seguido de um retorno rápido ao nível inicial.+1000−100

Compressão silenciosa

Uma semana quase plana, colada ao zero. Nada parece mover-se — é muitas vezes aí que a mola se carrega.

Compressão silenciosaUma curva quase plana, oscilando muito fracamente em torno do zero por cerca de uma semana, sem nenhum pico.+1000−100

Divergência de alta

O sentido volta a subir enquanto a energia estagna ou baixa. O fundo vira antes da superfície.

sentidoenergia
Divergência de altaDuas curvas: o sentido sobe de forma constante, enquanto a energia, pontilhada, fica plana e depois declina. A divergência pende para a alta.+1000−100

Fundo duplo

Dois fundos sucessivos no mesmo nível, separados por um repique que não ultrapassa o topo do range. O segundo fundo aguenta: a base está posta.

Fundo duploUma curva que forma dois fundos no mesmo nível baixo, marcados com um ponto, separados por um repique intermediário que fica abaixo do teto do range, e depois volta a subir.+1000−100rangefundofundo

Expansão de volatilidade

A amplitude aumenta de um dia para o outro. As oscilações crescem: o ciclo sai da sua letargia.

Expansão de volatilidadeUma oscilação cuja amplitude aumenta a cada dia, afastando-se cada vez mais do zero, tanto para cima quanto para baixo.+1000−100
Para ir além

As mesmas formas, em mercados reais

Estas figuras não são uma curiosidade interior: são as que os traders leem nos mercados. Range, compressão, rompimento, tendência, correção — o vocabulário é o mesmo. Abaixo, um gráfico de mercado real, para carregar apenas se você quiser.

Carregamento sob demanda: nada é carregado, e nenhum script de terceiros é chamado, enquanto você não clicar.

Gráfico fornecido pela TradingView, apenas a título ilustrativo. Nenhum conselho financeiro, nenhum dado do livro.